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Os Indios Tabajaras foi uma dupla de violão formada pelos irmãos Mussaperê ("o terceiro", em tupi) e Herundy ("o quarto", em tupi), dois indígenas da tribo Tabajara, do estado do Ceará, no Nordeste do Brasil. Nativos do sítio Tucuns, município de Tianguá, no distrito de Pindoguaba, na serra da Ibiapaba, divisa entre o Ceará e Piauí, tocando no Rio de Janeiro eles encontraram o sucesso como Natalício e Antenor Lima, vestindo trajes cerimoniais indígenas.
Usando violões clássicos e tocando transcrições de violino clássico e obras para piano, eles logo se viram tocando em toda a América do Sul.
O single María Elena foi um grande sucesso em 1963 alcançando o top 10 das paradas dos EUA e Inglaterra.

- Preparação e Consumo: A forma mais comum de consumo é frita, muitas vezes preparada com manteiga ou óleo, sal e pimenta-do-reino, podendo ser servida pura como petisco (tira-gosto) ou misturada em farofa.
- Partes Comestíveis: Geralmente, as pernas, asas e a cabeça são retiradas, consumindo-se apenas o abdômen (bunda da formiga).
- Sazonalidade: A aparição das tanajuras ocorre logo após as primeiras chuvas na serra, tornando sua caça e coleta um evento cultural que envolve adultos e crianças com latinhas e lanternas à noite.
- Sabor e Nutrição: O sabor é frequentemente descrito como semelhante ao amendoim torrado. Além de cultural, é considerado um alimento rico em proteínas.
- Relevância Cultural: A tradição é passada de geração em geração e é considerada parte da identidade, afeto e cultura viva de Tianguá, sendo mencionada em histórias locais.

Estátua de Jesus Cristo Ressuscitado, idealizado por Monsenhor Tibúrcio Gonçalves de Paula, o projeto executado pelo escultor Mauro Araújo Mendonça. A estátua fica a 600 metros do nível do mar no topo da Serra da Ibiapaba tendo a seus pés a Comunidade da Bela Vista e é uma das maiores obras artificiais da Ibiapaba.

Um beija-flor rasga o concreto como quem diz “ainda tem vida aqui”. Pequeno, rápido, teimoso. Ele não pede licença pro viaduto, ele ocupa. O voo é leve, mas a mensagem pesa: beleza também atravessa trânsito, ferrugem e pressa.
A flor vermelha é pulso. É coração aberto no meio do cinza. Não é decorativa — é resistência. Vermelho não pra enfeitar, mas pra acordar quem passa dormindo.
Lá embaixo, a Igreja Matriz de Nossa Senhora Sant'Ana em silhueta: memória. Raiz. O passado olhando quieto, sem gritar, mas presente. Do outro lado, um Ipê florido: futuro. Crescimento. Promessa. Tradição e visão dividindo o mesmo muro, sem briga. Como sempre foi quando a arte é honesta.
O fundo azul limpa o olhar. Dá respiro. Diz: “calma, ainda dá”. As formas simples não são preguiça, são escolha. Quem sabe pintar não precisa complicar.
Esse mural não é só bonito. Ele costura identidade. Diz que Tianguá não é só passagem — é parada, é história, é voo curto e intenso. Arte pública boa é isso: não implora atenção. Ela pega você pelo canto do olho e fica.

MESTRA ANA DOS TUCUNS, OU ANA MARIA DA CONCEIÇÃO, é uma importante Mestra da Cultura Popular do Ceará, da comunidade de Tucuns, em Tianguá, reconhecida por manter viva a tradição dos Dramas Cantados e outras manifestações culturais, sendo diplomada como Tesouro Vivo da Cultura e reconhecida pelo Ministério da Cultura por seu trabalho exemplar na cultura popular. Ela lidera o Grupo de Dramistas de Tianguá e é uma figura central na preservação e difusão do patrimônio cultural da região da Serra da Ibiapaba.

MESTRE QUINCAS DA RABECA, é uma figura importante da cultura nordestina, conhecido por sua música tradicional com rabeca (um tipo de violino rústico). Ele participou de festivais, gravou músicas e representa a autenticidade da música regional, sendo celebrado por sua arte e legado cultural na Região da Serra da Ibiapaba, no Ceará e Nordeste.

O camaleão não tá aí pra fazer pose. Ele observa. Calcula. Espera. Em cima do galho, quieto por fora, em ebulição por dentro. Quem conhece a vida sabe: sobreviver é saber a hora de mudar de cor sem perder a essência.
As cores gritam, mas o bicho é silêncio. Verde, azul, laranja — tudo junto, sem pedir permissão. Não é confusão, é estratégia. Cada tom é resposta ao ambiente. Cada curva do corpo é tempo acumulado. Nada é pressa. Tudo é precisão.
O fundo claro abre espaço pro olhar respirar. A folhagem sustenta. A cauda em espiral fecha o ciclo: começo, meio e recomeço. Tradição pura da natureza, muito antes de qualquer concreto chegar.
E o mais bonito? Esse camaleão mora num viaduto. Onde era só passagem, agora tem lição. Ele diz, sem legenda: quem não se adapta, vira paisagem. Mas quem entende o jogo, vira símbolo.
Arte urbana boa é isso. Não explica demais. Só deixa a verdade ali, olhando de lado, esperando alguém atento passar.






